Entenda a importante mobilização militar dos EUA no Médio Oriente
A elevada concentração de meios militares norte-americanos no Médio Oriente, incluindo navios de guerra, aviões de combate e sistemas de reabastecimento, oferece aos Estados Unidos a possibilidade de uma operação prolongada contra o Irão.

Trump tinha ameaçado Teerão por diversas vezes com uma intervenção militar caso as discussões em curso não resultassem num acordo sobre o programa nuclear iraniano.
Washington tem atualmente destacados no Médio Oriente navios e aviões de guerra às dezenas.
Dispõe também de dezenas de milhares de soldados em bases militares por toda a região, algumas potencialmente vulneráveis em caso de contra-ataque iraniano.
Eis os principais meios militares norte-americanos destacados na região, após o anúncio de ataques que, segundo Trump, visaram as forças navais e as capacidades de mísseis de Teerão, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
A presença de “tal potência de fogo (…) na região cria uma dinâmica própria. Por vezes é um pouco difícil travá-la e dizer: ‘É tudo, não fazemos nada'”, explica Susan Ziadeh, analista no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
Forças navais
O exército norte-americano conta atualmente com uma dezena de navios de guerra no Médio Oriente: um porta-aviões, o “Abraham Lincoln”, chegado no final de janeiro, nove contratorpedeiros e três fragatas ligeiras, segundo um responsável norte-americano.
O maior porta-aviões do mundo, o “Gerald Ford”, cruzou o Mediterrâneo, após Donald Trump ter ordenado o destacamento para a região em meados de fevereiro. É acompanhado por três contratorpedeiros.
O porta-aviões embarcou mantimentos, combustível e munições na baía de Suda, na ilha grega de Creta, no início da semana, tendo deixado o porto na quinta-feira.
Imagens de satélite mostraram-no no dia seguinte a várias centenas de milhas a oeste do porto israelita de Haifa.
É raro que dois porta-aviões norte-americanos, que transportam dezenas de aviões de combate e operam com milhares de marinheiros a bordo, sejam enviados ao mesmo tempo para o Médio Oriente.
Mas tal já tinha acontecido em junho de 2025, quando Trump decidiu realizar ataques aéreos contra três locais nucleares iranianos durante a guerra de 12 dias desencadeada por Israel.
Forças aéreas
Os Estados Unidos mobilizaram igualmente uma frota aérea de envergadura no Médio Oriente, segundo contas especializadas das redes sociais e o ‘site’ de monitorização de voos Flightradar24.
A força inclui aviões de combate furtivos F-22 Raptor, aviões furtivos F-35 Lightning, aviões de combate F-15 e F-16, e aviões de reabastecimento KC-135 para apoiar as operações.
Defesa aérea
Os Estados Unidos terão também reforçado os sistemas de defesa aérea terrestres no Médio Oriente, enquanto os numerosos contratorpedeiros lança-mísseis presentes na região garantem capacidades de defesa aérea no mar.
Forças norte-americanas em bases
Embora não seja esperado que as forças terrestres participem em ações ofensivas contra o Irão, os Estados Unidos dispõem de várias dezenas de milhares de militares estacionados em bases no Médio Oriente, potencialmente vulneráveis a um contra-ataque.
Desta forma, um centro do quartel-general da Quinta Frota norte-americana no Bahrein foi hoje atingido por um ataque de míssil, anunciaram as autoridades do país.
Teerão lançou mísseis contra uma base norte-americana no Qatar depois de Washington ter atingido três locais nucleares iranianos em junho de 2025, mas foram abatidos pelas defesas aéreas.