Marcha-atrás: assustada com a pressão a Infantino, FIFA recua nos planos de privatizar parte do Mundial

Gianni Infantino, presidente da FIFA (Eric Gay/AP)

Proposta durou três dias e a fúria das confederações, em particular da UEFA, acabou por resultar

A força exercida por dezenas países foi tanta que a FIFA foi obrigada a voltar atrás. O organismo máximo do futebol mundial anunciou que não vai avançar com os planos de privatizar parte do próximo Mundial.

De acordo com um comunicado que está a ser citado pela Sky News, a FIFA decidiu mesmo recuar na intenção de vender 20% das receitas que ia gerar a um fundo privado por cerca de 17 mil milhões de euros, com a pressão exercida pelas confederações de Europa, América do Norte e Central e Ásia a resultar.

“Tendo ouvido atenciosamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões de uma forma tal que, independentemente do nível de apoio, já não tem interesse o objetivo colocado em primeiro lugar”, pode ler-se na nota, que é atribuída ao presidente da FIFA.

Gianni Infantino, esse, que pode bem estar a recuar por ter visto a cabeça a prémio, já que várias confederações, incluindo a UEFA, estavam já em reuniões para discutir se faz sentido que o italiano continue a dirigir a FIFA

“O nosso propósito sempre foi – e sempre será – unir e melhorar. Assim, esta proposta não vai avançar”, acrescenta o comunicado.

O peso da UEFA e das suas 55 federações, entre as quais a de Portugal, terá sido decisivo neste recuo, já que todo o continente ameaçou boicotar as competições da FIFA caso a proposta fosse para a frente.

“Olhando para a frente, a minha intenção é reunir todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas para o espírito de partilha pelo interesse do jogo e com o objetivo de fazer crescer o futebol em todo o lado, em particular nos países que precisam mais do nosso apoio”, termina o comunicado.

A ideia de privatizar parte da FIFA e de monetizar o futebol durou, assim, apenas três dias.